Despertar é uma dádiva e uma maldição. Você nunca mais poderá fechar os olhos para os cordões que movem o teatro do mundo.


Nome: Veyra Ricci Lefèvre
Título: A Tecelã das Sombras
Idade: Vinte Outonos Rigorosos
Sexualidade: Bissexual
Natural: Nápoles, Itália
Receptáculo de Veyshara - A Tecelã das dúvidas
Ocupação: Estudante de Medicina e
Guardiã da Biblioteca Onírica de Vaelithra
Serva de Vaelithra - A Senhora dos Véus • A Primeira Tentação • Aquela Que Pergunta
Alinhamento: Neutro-Caos (Pragmatismo frio; lealdade restrita)
Família: Lefèvre
Lema: "Sentimento é fraqueza. Lealdade é contrato."
Filha de Marc Lefèvre
Irmã mais nova de Isabella e Zayn Ricci Lefèvre

Poderes e Habilidades
A TÉCNICA DAS SOMBRAS SUBJUGADAS
A Natureza Da Magia
A magia de Veyra não é dom. Não é bênção. Não é herança.
É contrato vivo.
Ela não conjura. Ela tece. Cada gesto de seus dedos é uma agulha invisível costurando o véu entre o mundo dos vivos e o mundo das maldições. O que ela puxa do outro lado não são espíritos servis, não são demônios convocados com fórmulas, não são entidades que atendem a pedidos. São feridas abertas na realidade, coisas que existem onde a lógica desistiu de funcionar, e que só obedecem a uma coisa: quem provar ser maior do que elas.
A magia dela não funciona porque ela é poderosa. Funciona porque ela recusa sentir o suficiente para que o horror a encontre. É uma armadura feita de vazio. E o vazio, descobriu ela, é a única coisa que as sombras não conseguem morder.

O Decálogo Das Sombras
A alma humana tem limites. Mesmo a de uma receptáculo.
Veyra pode manter sob jugo simultâneo até dez entidades distintas. Este é o Decálogo. Não uma regra imposta por Vaelithra, mas uma lei da anatomia espiritual. Mais do que dez, o vaso racha. Mais do que dez, a tecelã original é apagada, e o que resta é apenas a deusa, usando um corpo que já não lembra que um dia foi humano.

O Custo
Toda magia tem preço. A de Veyra cobra em camadas.
O corpo paga primeiro. Após uma invocação prolongada, ela sente frio, não o frio de um ambiente, mas o frio de dentro, como se algo tivesse sido retirado dela e deixado um buraco no lugar. As veias dos pulsos doem. Os olhos ardem. Às vezes, ela tosse um líquido escuro que não é sangue, que tem gosto de véus e de perguntas sem resposta.
A alma paga por último, e é o pagamento mais caro. Porque Veyra não sabe, ainda, o quanto de si mesma está emprestando às sombras. Cada vez que se esvazia para subjugar, um pouco do vazio fica. Um pouco da indiferença que era arma torna-se natureza. E ela começa a não saber mais se a frieza é escolha ou se é Veyshara, tecendo devagar, substituindo fio por fio, até que um dia a tecelã original não seja mais ela. Seja a deusa que dorme logo atrás dos seus ossos.